terça-feira, 29 de agosto de 2006

Quebra


A Vida corre
E eu junto.
A vida vive
E eu também.
A vida é livre
E eu me liberto.
Quebro regras
Padrões e idéias.
Talvez não em alto grau
Mas traçam meu caminho.
Cada pedrinha.
Cada passo.
Sem medo!
Arrependimentos
Não fazem parte
Da minha trilha.
Vejo quantos atos plantados
Tornaram-se lindos jardins...
Liberdade!!!
Respira absoluta
na alma que carrego.

domingo, 20 de agosto de 2006

POESIA?

São flores que desabrocham lindas na primavera.
São estrelas cadentes.
Reluzem deslizando no céu.
Uma noite límpida e sedutora.
São as suaves notas que um músico insiste em tocar.
Suavizam o temor do coração que bate por ti.
Um coração pleno.
Confuso.
Sangrando.
Obtuso.
Amando.
É essa energia que sai da minha pele para suas mãos,
Que tocam meu corpo como se cada centímetro fosse uma nota musical.
Tudo isso gerando uma sinfonia de prazer.
Suspiros que ressoam aos céus.
Desviam estrelas de sua rotas.
Fazendo a vida plena como a beleza dos astros.
Seu toque faz nascer em mim a primavera de tão caras emoções.
Meu corpo, pele de pétalas sendo desfolhado por suas sublimes e divinas mãos.
Poros que se abrem.
Que cedem.
Que tremem.
Que se rendem ao ardor desperado de teu calor, da tua tez, do teu ser.
Vem!
Seja de mim o dono, o pai, o senhor, o carrasco, o protetor, o patrão.
Mas permaneça a doçura efemêra de sentimentalidade suprema.
Façamos...
...Poesias...

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Teias


É doloroso ver o quanto sou só.
O amor se vai,
As pessoas se vão,
Tudo muda.
Mesmo tendo uma multidão a minha frente
A minha solidão é soberana.
O peito arde!
Rasga!
Sangra!
Palavras não dão conta
Da angústia que atormenta.
Palavras são símbolos.
Tenho sentidos!
Grito sufocado. Grito surdo!
Olho, vejo, reflito!
Ah! Quero dividir e não posso!
Quero que sinta comigo, pulse e viva!
Como isso pode acontecer?
Deixar que essa tormenta invada a alma?
Perguntas. Respostas. Vazio.
Tenho o mundo, mas não gosto do que vejo!
Ele torna minha solidão mais amarga. Puro fel.
Quando era inocente, havia a doçura sem abandonos.
Quero voltar!Volta!Eu volto se deixares!
Juntando cada fiapo de mim e reconstruindo os sonhos
Tão desejados, tão destrudos.
Não é só a carne que separa.
É a vida.
Os fios da teia fraternal sempre se rompem.
E lá vou eu tecer meus laços de novo...
E de novo...
E de novo...
Estou cansando!
Os fios perderam o viço.
O momento perdeu a beleza.
Envelheço.

sábado, 5 de agosto de 2006

Anjos


Anjos são crianças!
São decandura,
São da guarda,
São guerreiros,
São sagrados,
São alados,
São amados,
São de inocência,
São de paciência,
São caídos,
São malditos,
São divinos,
São do céu,
São do inferno,
São da Terra,
São da gente,
São presentes,
Somos nós!

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Máscaras


Todos os dias vejoa alguém a minha frente.
Que alguém é esse?
Estranho, confuso,
alegre, melancólico.
Vive cada dia na incerteza do próximo passo.
As vezes acuado pelas avalanches da vida.
As vezes valente, como um leão que não se cansa
de enfrentar tudo para continuar reinando.
As ilusões desfeitas pelo caminho trilhado.
Como migalhas jogadas para marcar a volta
desaparecem ao serem deixadas para trás.
Olhar o infinito horizonte e seguir
É o que lhe resta.
Sentimentos confusos o assolam...
Desespero!
Quem és?
Por que sorrir desse jeito?
Não é o sorriso.
É apenas a máscara do momento...
Assim... Assim está melhor!
assim estou melhor!
Assim o espelho da vida não se quebra.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Bolhas de Vida


Lembro-me do ontem.
Lembro-me de toda pulsação.
Eram as bolhas que flutavam ao meu redor !
A água , o sabão,
Um pedacinho de canudo,
Por onde saia a pequena parte de mim.
Meu sopro criando beleza
O céu tinha um azul
Tão azul
Que deixava tudo que por ele passava
Com ares de divino!
Belos dias.
Momentos doces.
Correria.
Pés descalços!
Cheiro de terra molhada...
Gritinhos excitados!
As possibilidades
Das viagens eram muitas.
Eu era quem desejava ser
Bicho, mulher, rainha, princesa, bruxa.
Essa permissão era inerente a mim,
Ser quem eu quisesse!
Vida nas bolhas de sabão.
Vida em mim.
Mas como as bolhas que se desfazem
Com tão pouco tempo,
Minha ludicidade se desfez
A cada troca de pele.
Hoje o ser lúdico que me habitanta
É um quase desconhecido
Que não me traz mais as bolhas de sabão.
Minha vida em mim.