
A tarde cai,
Trazendo no seu encalço
Tons de dourando
Que enchem meus olhos
Deixando-me vertiginosamente
Entorpecida.
É o fim de mais um ciclo.
Início de mistérios
Que chegarão não mais na escuridão de outrora
Mas iluminados pela incandescente cidade
Que aparentemente prepara seu recolher.
Recolher para uns
Desabrochar para outros...
Mas antes que isso se concretize
Nossa magna estrela
Que ainda não chegou a seu destino
Mostra que nessa cidade começa
Uma metamorfose sem igual.
Seus últimos raios
Atraem, emocionam...
Refletindo-se em íris melancólicas
Que por seu fulgor esperam.
Fim de tarde,
Gosto de saudade, de plenitude.
Suave calor que aquece minh’alma.
És tão augusto!
Há tanto te aprecio.
Tua beleza é daquelas
Propositalmente intocáveis.
Ver-te de longe
Meu único consolo.
Carrega em seus raios
Todos os sonhos
Para que despertem jubilosos
Impulsionados pela tua grandeza e pela tua força.
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