terça-feira, 15 de abril de 2008

Tormentas


Sou o oposto do avesso

Daquilo que você deseja.

Senhora dos meus dias

Atravesso tormentas

Com um navio levado

Por um destino mutável.

Alma que se reconstrói

A cada passagem.

Provoco o medo

Do pulo no abismo.

Afasto-te das minha horas.

Penso nos laços de um futuro promissor...

...devaneios.

Força que me impele para ti

Traz em si a repulsa

Amarga de saber

Que nunca seremos.

Sonhos, desejos incontidos,

Incontáveis, intocáveis.

A cada porto

Esse navio é talhado

Em prazer e dor.

Registros da alma

Que corre,

Que busca

E que segue seu fado

Na miserável condição

De prisioneira dos próprios

Delírios.

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